Feios

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estou lendo o livro "Feios" de Scott Westerfeld. A história do livro se passa alguns anos após os que vivemos. Nesse futuro, até 16 anos as pessoas são consideradas como feias e ficam em alojamentos ao redor de "Nova Perfeição", quando completam 16 anos, as pessoas ganham uma cirurgia do governo que as deixa perfeitas fisicamente e no decorrer da vida elas ganha mais duas cirurgias pra se tornarem um perfeito adulto e um perfeito idoso.
O livro acompanha a história de Tally, uma menina que perto de completar seus 16 anos e enfim fazer a cirugia pra ir para "Nova Perfeição", conhece Shay, uma outra menina também perto de completar seus 16 anos porém não quer se tornar perfeita. Dias antes das duas completarem 16 anos, Shay foge para um grupo que também é contra a idéia da cirurgia, conhecido como "Fumaça". A "Circunstâncias Especiais" (orgão do governo que tem como objetivo manter a ordem em Nova Pefeição) impede Tally de fazer a cirurgia enquanto ela não os ajudasse a descobrir onde ficava a localização da Fumaça.
Quando encontra a fumaça, Tally começa a descobrir um pouco de como os enferrujados(termo que eles se referem às pessoas de nossa época) viviam.
Ai começa o que está meio que mexendo comigo, as comparações que são feitas dos conceitos daquela realidade "perfeita", com a nossa realidade. Pra começar, as pessoas ganham a cirurgia pois dizem que os enferrujado(nós) agiam com favoritismo para com as pessoas que eram mais bonitas que o normal, então todos tendo uma aparência perfeita não iriam correr o risco de serem injustiçados por serem "feios". Até ae tudo tudo certo, porque realmente em muitos casos pessoas com um pouco mais de beleza recebem um pouco mais de prioridade e atenção.
Tally , já na fumaça, estranha o uso que eles fazem da madeira, dos animais, o sistema de comércio, as máquinas... porém o que mais tem surpreendido Tally é o fato daquelas pessoas preferirem continuar feias ao invés de fazer a cirurgia e se livrar de rugas e marcas da idade. Uma das passagens que mais me deixou pensando foi quando na Fumaça, Shay mostrou uma revista dos nossos tempos pra Tally, lá elas viram uma foto de uma modelo que tinha o rosto quase perfeito, então Shay disse pra Tally: "Ela seria uma perfeita profissional. Quando todo mundo é feio, acho que ser belo vira uma espécie de trabalho."
Tally começa a perceber como as pessoas conseguem viver na fumaça e como elas construíram suas vidas por lá e agora está no dilema se irá entregar a localização da Fumaça, pra se tornar "perfeita" mas em compensação irá trair sua amiga e destruir a vida daquelas pessoas, ou não.
Eu estou numa situação parecida com a de Tally, embora saiba que a realidade do mundo que Tally vive é impossível... não consigo chegar a uma conclusão do que eu iria preferir: uma sociedade igualitária, bonita e "perfeita", porém sem muita opnião própria, acreditando apenas no que o governo nos diz, ou uma sociedade parcial, injusta, que embora diga que não... preza padrões elevados de beleza acima de muita coisa mais importante, porém onde eu tivesse liberdade de expressão e liberdade pra acreditar e seguir o rumo que eu quisesse.

4 comentários:

sobrefatalismos disse...

Olha, sério, leia Admirável mundo Novo, do Aldous Huxley, que tb se passa num futuro, onde há uma supremacia Ford.
E vc vai me emprestar esse livro?

sobrefatalismos disse...

Olha, sério, leia Admirável mundo Novo, do Aldous Huxley, que tb se passa num futuro, onde há uma supremacia Ford.
E vc vai me emprestar esse livro?

Eduardo Montanari disse...

Achei interessantíssima a história do livro. Realmente preciso ler mais. Comprei um livro novo por esses dias, comecei a ler, mas já parei.

Beth Muniz disse...

Ah! Levi,
Me desculpe mais vou comentar sobre o blog, ao invés do post.
Está lindo, suave, leve e bom de se ver. rsrs
Estava sentindo a sua falta.
Já estou seguindo de novo.
Beijo.
Depois leio o post.

 
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