A Sala de Espera

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Com olhar esperançoso, um a um chega ao local combinado, um sorriso sem graça e amarelo habita os nossos rostos. Após achar o local julgado por cada um como perfeito para a ocasião, o comportamento continua semelhante: senta-se discretamente e aventura-se numa distração sossegada enquanto o tempo não passa.
Muito se passa em nossa mente sobre o que os próximos minutos nos aguardam. Estamos todos cheios de empolgação e ansiedade(por que não dizer também: medo?), mas não o ousamos demonstrar, todos queremos transparecer confiança.
Olhando as diferentes luminárias do local, começo a pensar nos diferentes tipos que já apareceram. Uma senhora mais empolgada com a situação que tenta puxar conversa mas é em vão, todos estamos muito nervosos para conversar. Uma das organizadoras vem para nos dar satisfação do atraso. Ah! Um rosto familiar! Como ajuda numa hora dessas receber o sorriso de um desconhecido familiar.
Algo está muito errado com o local. A iluminação muda com muita frequência sua intensidade e tonalidade, escuto também vozes do lado de fora, fatos que aumentam minha apreensão.
Tic-tac. A hora passa. A iluminação diminue. A porta se abre. Chegou a hora.

3 comentários:

Eduardo Montanari disse...

Como eu disse, medo do desconhecido é comum. Como é que vamos ficar calmos se não ou pouco sabemos o que há do outro lado da porta? Mas o que nunca podemos é ficar eternamente na sala de espera esperando que o medo vá embora, tomando coragem eternamente para adentrar a porta que nos foi aberta. Por natureza temos nosso livre arbítrio, escolher entrar ou não, é consoco. Mas ter uma descoberta agradável não é demais? O medo que sentimos antes parece tão infundado.

Val Ribeiro disse...

Vim conhecer seu blog e gostei. Serei sua seguidora
Deixo o convite pra conhecer o meu e deixar seu comentário.Espero que goste e siga também. Grade abraço e tenhas uma noite de paz.

sobrefatalismos disse...

Entrevista de emprego?

 
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